quinta-feira, 31 de maio de 2018

OVERDOSE - Relançamento dos 2 primeiros trabalhos do lendário grupo mineiro.

OVERDOSE

Por intermédio da Cogumelo, gravadora que originalmente lançou os trabalhos, em parceria com a Voice Music e a Greyhaze, os discos Século XX e “...Conscience...” saíram em excelentes edições.  Esse “up” na carreira veio de encontro com uma banda que voltou à ativa tocando em importantes palcos do Brasil e fazendo excelentes apresentações, daquelas que você não diz que a banda parou tamanho a energia que eles ainda esbanjam no palco.
Mas o papo aqui são as resenhas desses dois trabalhos, então, vamos ao assunto.


Texto por Luis Carlos
Imagens: reprodução / internet




“SÉCULO XX” (1985)
Originalmente lançado em um Split com o Sepultura, esse trabalho mostra uma banda com uma proposta completamente diferente do seu parceiro de Split, fazendo um som mais tradicional. Mas, parece que o Overdose nunca se importou em seguir regras e fazer o que todo mundo fazia, já que naquela cena movimentada de Belo Horizonte, o que imperava entre aqueles jovens era o metal mais extremo e o amor por bandas como Venom e Possessed.
Formado em 83 e estabilizado durante o trabalho com os ainda remanescentes Bozó (vocal) e Claudio David (guitarra) que fazem parte da banda até hoje, o grupo se completava com Ricardo na outra guitarra, Fernando Pazzini no baixo e Hélio Eduardo na bateria. O trabalho conta as clássicas “Anjos do Apocalipse” e “Última Estrela”, músicas que são executadas até hoje, onde a entrada de “Anjo” me faz lembrar a “The Curse” do Sepultura com aquele som de vento, mas nada além disso, porque o que vem daí é um Metal tradicional de primeira, com linhas de guitarra de primeira linha e uma canção bem longa, com um pezinho mais no N.W.O.B.H.M do que no Metal extremo. Falando em guitarra, Claudio David é o grande compositor do grupo, cabendo ao baixista Fernando a maioria das letras. Bozó com ainda um vocal bem tradicional, já que hoje ele canta de forma mais agressiva.
Vinil original da época.

Temos ainda a música que batiza o disco e sua bela entrada de dedilhados, além de “Nuclear Winter” (a única música cantada em inglês no disco e que já dava o pontapé inicial para o que viria o disco seguinte.  Aliás, ela tem uma baita pegada meio Accept) e “Força Crescente”
A capa feita por Bozó e a edição feita por ninguém menos que Fábio Golfetti, líder do Violeta de Outono, e irmã odo Silvio, proprietário da gravadora Voice Music. Um disco que serviu como um excelente “cartão de visita” para uma banda que a partir dali daria muito o que falar.
O trabalho vem com o bônus em DVD do show de 1986 no Ginástico em um show que teve a abertura do Mutilator e os cariocas da Dorsal Atlântica como convidada. Falando em Dorsal, já que falamos de Split aqui, na questão da recente polêmica com a Metalmorphose em relação ao Ultimatum e uma suposta proibição de todo material, que tal aprender um pouco com a Cogumelo, o Overdose e ao próprio Sepultura sobre como fazer as coisas certas, e claro, ao Metalmorphose, quem sabe a ideia de lançar a sua parte separada, bem distante de qualquer ego ou estrelismo desnecessário? O encarte está maravilhoso, recheado de fotos históricas.  E o show? Bem, cheio de clássicos do disco, além de canções como “Mensageiros da Morte”, “Salvem os Corações”, ”Crianças Guerreiras”, canções que entrariam no disco seguinte ganhando letras em inglês, que foi quando o grupo decidiu cantar nesse idioma de vez. Tem ainda solos de guitarra e bateria, além de uma música gravada em ensaio chamada “Rebelião”.




“...CONSCIENCE...” (1977)

O Overdose passou a cantar em inglês a partir desse disco e o primeiro passo já tinha sido dado com o lançamento do Split. Além da questão das letras, o grupo também tinha mudado sua estética visual, aparentando agora uma cosia bem menos agressiva. A banda era agora um quarteto e ganhou a adição de alguns teclados por meio de um músico convidado. Claudio (guitarra) continua dando as cartas nas composições, tendo agora uma maior adição nas letras do baterista Hélio Eduardo, dividindo as composições com o baixista Fernando.
Falando em letras, esse sempre foi um ponto muito forte nas músicas do Overdose, que aliás, nesse trabalho, no encarte eles explicam bem o porquê da temática, em um trabalho que abordava agora temas mais politizados e conscientes do que o primeiro registro. Antigas canções ganharam letras em inglês, caso de “Messengers of Death”, “Children of the War” e “Save your Hearts”. A banda ainda regravou a clássica “Última Estrela” e incluiu no disco. São 10 canções, e não que isso afete o trabalho, mas é um trabalho que possui muitas instrumentais, pois são 3 ao ttodo. “God save the Metal” (que abre o disco e numa pegada bem Iron Maiden e Helloween), “Peace” e “Kharma”.
Relançamentos em CD.

Dessa vez a capa foi feita por Fernando Vignoli. A arte começa a ganhar outras contornos e propostas dentro da música do grupo, que abandona o antigo logotipo. Tem uma visão mais futurista do que algo mais agressivo, talvez a única característica que os aproximava da cena dos seus conterrâneos de BH.  “...Conscience...” é uma evolução no trabalho do Overdose e o meu trabalho preferido de sua discografia, que se completa no terceiro disco “You`re really Big”, pois daí eu já não curto tanto a banda como antes, mas, pelo show que assisti recentemente, está valendo uma revisão dos meus conceitos nisso aí, mas é papo para outra história.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

QUEEN - "1970 a 1975"

QUEEN – “19770 a 1975”


            Considerada Uma das bandas mais queridas do mundo, poucas como o Queen conseguiram atingir uma diversidade tão grande de fãs. Poucos grupos conseguiram suprimir tantos estilos dentro de uma mesma música sem com isso perder sua autenticidade e a qualidade de quem sabia que no fundo estava predestinado ao sucesso. Principalmente na mente do seu vocalista Freddie Mercury.
            Freddie sempre se achou um super star, mas nem por isso soava como um sujeito arrogante, mas seguro de si e do seu talento. Fato esse que se comprovaria ao longo do tempo e que faria com que o mesmo fosse considerado o melhor vocalista de todos os tempos. Antes de existir o Queen, teve um grupo chamado Smile, um grupo formado por Brian May, Roger Taylor e pelo baixista e vocalista Tim Stafell. O grupo não foi muito a frente e quando Tim saiu do grupo, logo depois Mercury entrou na banda e a partir daí o grupo passaria a tomar outros rumos. A começar pela mudança de nome, que passou a se chamar Queen. Porém, Mercury era só vocalista e pianista e o grupo permanecia sem um baixista. Após alguns baixistas malsucedidos em sua formação, finalmente e definitivamente a banda contaria com um músico a altura do profissionalismo que a banda desejava: John Deacon. O baixista era o mais jovem do grupo e futuramente viria a se tornar o maior amigo de Mercury no grupo.
            Mesmo exercendo outras profissões e estudando em alguns cursos, os músicos não perderam o foco e decidiram que era hora de um passo à frente em suas carreiras. Esse passo seria gravar uma demo, em um trabalho que contou com as músicas “Liar”, "Keep Yourself Alive", "The Night Comes Down", "Great King Rat" e "Jesus". As duas primeiras acabariam ganhando maior destaque na música do grupo. Entras e vindas de audições em gravadoras, o grupo finalmente foi contratado em 1973 e após o lançamento do single “Keep Yourself Alive”, e daí, começamos a contar a história de cada disco dessa brilhante banda inglesa.

Texto por Luis Carlos
Imagens / reprodução internet





QUEEN 1 (1973)


Quando o primeiro disco foi lançado, não causou impacto na mídia e passou quase que por desapercebido em meio a tantos grupos da época, que estavam no auge e lançavam discos clássicos em suas carreiras.
O quarteto inglês não fez feio em seu primeiro lançamento e apesar de ainda mostrar um grupo um tanto cru em suas composições, já mostra claros sinais de que sua música alcançará outros patamares em breve e a prova disso é um trabalho que abre com “keep Yourself Alive”, “Liar” e “Seven Seas of Rhye” O personagem Rhye também aparece na música “My fairy king”, onde aliás, foi onde Mercury tocou piano pela primeira vez em uma canção do Queen. O disco ainda possui a participação de Tim Stafell na composição de “Doing all Right”, música dos tempos de Smile. "Great King Rat" foi escrita por Mercury. Essa canção é um exemplo do som mais recente de Queen, com longas composições pesadas com longos solos de guitarra e com mudanças bruscas de ritmo.
            Esse disco era só uma amostra do que estava por vir, e daí, para cada vez melhor.

 QUEEN 2 (1974)


Originalmente o disco teve dois lados batizados de White Side (lado a) e Black Side (lado b). Tudo isso porque no lado a as canções eram mais emotivas e no lado b mais fantasiosas. Novamente  o baixista Deacon não compunha para a banda, cabendo a Mercury toda composição do lado b e de May em quase todo lado A, onde o baterista Roger Taylor compôs uma canção.
A imagem da capa acabo use tornando icônica, inclusive sendo utilizada em shows e no clipe de Bohemian Rhapsody, música que faria parte do quarto disco do grupo, e de “One Vision”. Uma novidade foi duas canções do disco, "Some Day One Day", foi cantada pelo guitarrista Brian May e "The Looser in the End", cantada pelo baterista Roger Taylor. “Seven Seas of Rhye” aparece novamente no disco. O trabalho possui grandes canções como por exemplo “Father to Son”, "White Queen (As It Began)" e "The March of the Black Queen".
Queen 2 é um ótimo trabalho, mas assim como o primeiro, existe nele a busca por uma afirmação comercial que só viria com o disco seguinte.

 

SHEER HARD ATTACK (1974)


            Com ode hábito por muitas bandas na década de 70, o Queen lançou seu terceiro disco ainda em 1974. E com esse trabalho o Queen começaria a galgar maiores conquistas em sua carreira, ainda mais com músicas que por mais que se mantivesse complexas em alguns aspectos, muitas se tornariam mais comerciais.
“Killer Queen” e “Now I`m Here” eram a prova disso, tanto que a primeira foi seu primeiro sucesso internacional. O baterista Taylor novamente cantou em uma música, dessa vez em “Tenement Funster”. O baterista canta junto a Mercury a canção “In the Laps of the Gods”, que ainda possui uma versão “reviseted”, daquelas onde o público pode cantar sozinho. Tem também a pesadíssima “Stoned Cold Crazy” (Composta por todos os integrantes), digamos que, o “Heavy Metal” do Queen. Canção que talvez só não seja mais crua do que “Sheer Hard Attack”, música que apesar nome, curiosamente não está no disco. Nesse trabalho tivemos também a primeira composição do baixista John Deacon em “Misfire”.
            Esse trabalho foi um grande salto na carreira do grupo e que no próximo disco ganharia o mundo de vez.


A NIGHT AT THE OPERA (1975)
           

            Meu disco preferido do Queen, para mim uma obra-prima da música. Com esse disco a banda passou a incorporar novos elementos e instrumentos em sua música. O disco fez com que o Queen alcançasse uma popularidade mundial e não era para menos, já que um trabalho que possui músicas como “Bohemian Rhapsody” e “Love of my Life” não tem como dar errado.
            O disco ainda possui outras belíssimas canções como “You`re my Best Friend”, música composta pelo baixista Deacon, e “im love with my car”, composta e cantada pelo baterista Taylor. Na canção “Good Company”, o vocal e composição é do guitarrista May.


A já citada “Love of My Life”, em estúdio tem uma roupagem mais apurada, com a adição de harpas. Ao vivo ficou conhecida pela voz e violão. A icônica “Bohemian Rhapsody” se tornou um clássico eterno, ainda mais pelo clipe da canção. “A Night at the Opera”, como já mencionado, se tornou um clássico e geralmente é citado como o melhor disco lançado pelo Queen.
           
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

TRIPTYKON - Tom Warrior conquista o público de São Paulo em show histórico.


TRYPTIKON
Local: Carioca Club
Dia: 25/05/2018

Texto por Luis “carlinhos” Carlos
Fotos por Luis “carlinhos” Carlos

Poucas bandas fizeram com que eu saísse do Rio de Janeiro para São Paulo para assistir um show. Entre elas, Metallica, Aerosmith, Cathedral, Candlemass (Ainda com Messiah Marcolin nos vocais), Stress, Metalmania, e agora o Triptykon. Em especial, seu guitarrista e vocalista, Tom Warrior, um músico que eu considero uma lenda do Heavy Metal, foi o grande responsável pela minha viagem. Aliás, um artista que deveria ser mais reconhecido pelos seus feitos, mas, ao mesmo tempo eu entendo que isso não tenha acontecido pelo fato dele não ter feito algo tão popular em sua carreira e por muito menos fazer parte das gravadoras e seus anúncios comprados em revistas.


Mas por que uma lenda ?
Simples. Tom Warrior foi o mentor de grupos como Hellhammer e Celtic Frost, grupos reverenciados por muitos amantes e bandas do Metal extremo. Se você pegar um Sepultura no começ ode carreira por exemplo, verá a importância do trabalho dele. O Hellhammer ainda se enraizou no underground, mas o Celtic Frost foi onde Warrior escreveu seu nome na história através de discos que permearam a cena na década de 80 como algo desbravador e inusitado também. Afinal, quem mais lançaria um disco com bases que forjariam o Death Metal como “Morbid Tales” e “To Mega therion” para depois lançar “Into the Pandemonium”, um disco que flertava com o industrial em tempos que nem existia um Rammnstein da vida. E mais, o lançamento do famigerado “Cold Lake”, um bom disco de Hard Rock que não caiu nas graças de um público que certamente gostaria se tivesse sido lançado pelo Motley Crue. Esse é Warrior, um artista que sempre esteve à frente do tempo e nunca se preocupou em seguir modismos. Antes de acabar, o grupo ainda lançou Vanity / Nemesis, agora com um som mais calcado no Thrash Metal, mas um álbum lançado um pouco depois de  toda aquela onda do estilo. e que hoje tanto faz sucesso. Após o  retorno do grupo, lançou “Monotheist” em 2006, um trabalho bastante influenciado pelo Doom Metal, para depois encerrar suas atividades novamente.

Pois bem, Tom warrior resolveu virar a página e criou uma nova banda chamada chamada Triptykon. A banda já tem dois trabalhos lançados, fora um EP e um single. O grupo chegou a contar com Reed St. Mark, ex-baterista do Celtic frost, mas dessa vez sem a companhia do agora saudoso Martin Ain, músico que faleceu no ano passado aos 50 anos, e que gravou quase todos os trabalhos em parceria com Warrior. A banda é excelente, até aí nenhuma novidade vindo de quem a criou, mas tão boa e essencial que você assiste sem assistir esperando que ele toque apenas músicas de suas bandas anteriores, porque a música do Triptykon é muito boa e por mais que não agrade tanto como um Celtic Frost ou Hellhammer, é impossível não reconhecer na banda um trabalho que preza por não se agarrar ao passado, como sempre fez seu mentor em toda sua carreira e que cercado por músicos talentosos fizeram um apresentação brilhante, aliás, em um show único no Brasil.

Show esse que eu considero como histórico, e que mesmo para um público que não lotou a casa, mas que estava ali sedento e curtindo muito o que a banda tocava. Certamente a greve afetou os transportes e prejudicou um pouco, mas azar de quem perdeu o evento, pois Warrior subiu ao palco pontualmente as 23 horas, horário que eu considerei tarde, ainda mais por ser uma única banda e não ter contado com nenhuma banda de abertura.  Como era a primeira vez de Warrior no Brasil, o set foi mais calcado nas músicas do Hellhammer e principalmente do Celtic| Fost tocando algumas do Triptykon, como "Goetia" e "The Prolonging". lamentei um pouco por isso, pois o Triptykon tem muitas outras músicas boas.
Não faltaram os velhos clássicos como "Dethroned Emperor", "Circle of the Tyrants, "Into the Crypts of Rays", "Necromantical Screams", "Massacra", "Reaper" e "Morbid Tales". Não faltou espaço para um Warrior bem humorado, que brincou com o público por causa do seu "uh" e msuas músicas , e claro, aquela homenagem ao baixista Martin Ain. Show memorável, histórico, daqueles que você não vai esquecer por um bom tempo, comprovado  no semblante de felicidades dos presentes na saída do Carioca Club, aliás, um excelente lugar para shows.
Tom Warrior é uma lenda vida e...UUUUUUUUUUUUH !!!

OVERDOSE, unindo o antigo e o moderno em uma grande apresentação.


OVERDOSE
Local: SESC Belezinho
Dia: 26/05/2018

Texto por Luis “carlinhos” Carlos
Fotos por Luis carlos e Vagner Ferreira



Conheci o Overdose por intermédio através daquele famoso Split “Bestial Devastation / Sec. XX com o ainda "Deah Metal" Sepultura. Como a grande maioria dos fãs, acabei curtindo mais o Sepultura, mas nem por isso deixei de dar a devida atenção ao som que o grupo fazia, pois diferente do Metal extremo dos seus conterrâneos de Split e cidade, o Overdose fazia um som mais tradicional e bem agradável, e diga-se de passagem, mais bem gravado.

Foto por: Vagner Ferreira.
Assim que cheguei no local, o Overdose se preparava para passar seu som, e ainda com muitas pessoas sentadas nas mesas do SESC lanchando e batendo papo. Detalhe, essas pessoas não eram aquelas que estariam no show. Estranho e inusitado para quem assistiu aquela cena, mas onde pude encontrar Bozo (vocalista) e o Claudio (guitarra), únicos integrantes remanescentes da antiga formação, para um bate papo rápido onde eles demonstravam certa preocupação com a falta de público por conta da greve. De fato a greve deve ter afetado, mas isso não foi exclusividade do show deles, já que no dia anterior ao seu show, na apresentação do Triptykon no Carioca Club, passou pelo mesmo problema, mas sabem como é a cabeça do Brasileiro quando se trata de show nacional. No final o resultado foi positivo, porque o público foi bom, e quem não compareceu perdeu a oportunidade de assistir um grupo que está dando banho em muita garotada por aí. Quanto as muitas mídias daqui, como sempre só bajulando o que vem de fora, afinal, pude comprovar a meia dúzia de puxa sacos esperando para entrar no camarim do Triptykon.

Quanto ao Overdose em sua carreira, alguns trabalhos seguintes continuaram me agradando, mas aos poucos as constantes mudanças de estilo foram me incomodando ao longo dos anos, mas, confesso que vale muito pelo pioneirismo com o que fizeram em sua carreira. Acho que essa tentativa no mercado exterior foi mesmo uma intenção de que aqui o grupo parecia não agradar tanto como lá fora, mas isso não significava que o legado musical que o grupo havia deixado tinha sido esquecido pelos fãs Brasileiros. A prova disso foi no relançamento de seus Cd´s “Sec. XX” (Parte do Split com o Sepultura) e “Conscience”. E torço para que aconteça com os demais discos, aliás, ambos vêm com um DVD em apresentações históricas.

Foto por: Luis Carlos.


Uma coisa também passou pela minha cabeça quando estava assistindo ao show do Overdose. Lembrei de grupos como Project 46 e John Wayne, pois ouvindo algumas músicas do Overdose em seu set, lembrei que o grupo fazia essa coisa mais "moderna" na década de 90, bem antes dessa onda de Metalcore por aqui. Aliás, segundo me confidenciariam horas antes, o set seria mais calcado nos 3 últimos discos, o que me deixou um pouco apreensivo, já que sou mais fã dos 3 primeiros discos em sua fase mais Metal tradicional. 

Foto por: Luis Carlos.
Ledo engano, pois os caras detonaram em cima do palco, agradando os mais variados fãs que estavam ali agitando feito loucos em "pequenos moshs" e até um stage dive.  Como bem disse o vocalista Bozó: "Uma pessoa ali valia por cinco." Brilhante comentário que refletiria bem o clima do evento. 
Dos sons mais antigos e que fecharam o show, rolaram as clássicas: "Anjos do Apocalipe" e "Última Estrela.", mas tocado muitos sons de outras fases, digamos mais "novas". em cações como "Faithful Death", "Rio, Samba e Caju" e "How to Pray".



Foto por: Vagner Ferreira.

Vim para São Paulo na intenção do show do Triptykon, afinal, não poderia perder a oportunidade de assistir Tom Warrior tocando Hellhammer e Celtic Frost, mas no meio do caminho acabei sabendo de que teria um show do Overdose no dia seguinte. Com isso eu acabei esticando minha estadia em São Paulo e a minha decisão valeu mais do que a pena, afinal, era a oportunidade de assistir uma banda Brasileira que nunca tinha visto ao vivo. Sendo assim, parti para o SESC Belenzinho para assistir um show memorável, além é claro,  de reencontrar velhos amigos e também fanáticos pelo Metal Nacional. Semana incrível que tive em SP e que espero voltar mais a frente em outras oportunidades, afinal, nada melhor do que respirar na Capital do Rock e do Metal Brasileiro.



segunda-feira, 21 de maio de 2018

ANTHRAX - "de 1986 a 1991"

ANTHRAX “De 1986 a 1991”

Com “Spreading the Disease” estabelecendo o ANTHRAX no mercado do Metal mundial, era hora de consolidar de vez o caminho com um álbum que marcasse não sós fãs do grupo, mas todos os fãs do estilo.
Esse disco veio e se chamou “Among the Living”, lançado em 1987, com um grupo enraizado de vez no Thrash Metal e com uma identidade própria, tal qual já tínhamos em outras grandes bandas do estilo, o Metallica começava a ganhar o mundo com “Master of Puppets”, o Slayer lançado um clássico absoluto chamado “Reign in Blood e o Megadeth começando a mostrar serviço com seu primeiro s aclamado disco “Peace Sells...but who`s buying? Com todas essas boas notícias, nem tudo eram flores, já que nesse mesmo ano, Cliff Burton, lendário baixista do Metallica, havia falecido em um acidente do ônibus de turnê da banda que excursionavam na Suécia. Scott Ian, particularmente era muito amigo de Cliff e na ocasião daquela turnê, o Anthrax havia feito alguns shows de abertura.
Mas, “Among the Living”, viria a ser o disco que mudaria os rumos do Anthrax, passando de uma banda underground para uma banda que em breve passaria a tocar em lugares maiores lotados, inclusive fazendo turnês com artistas renomados como Ozzy e Iron Maiden.
Vamos a discografia comentada.



AMONG THE LIVING (1987)


O disco não foi gravado no ano em que foi gravado, mas por outro lado, acabou sendo bom já que com tantos clássicos do estilo foram lançados em 1986 e impossibilitou que o trabalho acabasse perdido entre tantas boas escolhas.
Among the Living saiu no ano seguinte, 1987, com a produção odo lendário Eddie Kramer, produtor de bandas históricas como Led Zeppelin, Beatles, Rolling Stones, e tantos outros. A capa do álbum contém a figura de "Henry Kane", um personagem do filme Poltergeister 2. As letras mudaram e ficaram ainda melhores. Clássicos atrás de clássicos e canções que se tornaram hinos do Thrash metal como “Caugh in a Mosh” e “Indians”. Ainda outras belíssimas canções como a faixa-título, inspirada em “The Stand”, uma novela feita por Stephen King, N.F.L. ("Efilnikufesin"), baseado na vida de John Belushi e “I`m the Law”, inspirada no personagem em quadrinhos, Judge Dredd. Quem não conhece, basta ver o filme que saiu em 1995 estrelado por Sylvester Stallone. Aliás, essa canção foi escrita pela banda em parceria com seu ex-baixista, Danny Lilker.
O trabalho possui outras excelentes músicas, caso de "A.D.I./Horror of It All"” e "Imitation of Life". A formação clássica está tinindo nesse trabalho e há de se destacar em conjunto todo trabalho excepcional que a banda fez, revelado ainda mais pelas apresentações de um grupo que mostrava cada vez mais entrosado e pronto para ganhar o mundo. O disco foi dedicado a Cliff Burton.


I`M THE MAN (1987)


O Anthrax era uma bem humorada e que pouco se importava com rótulos e estereótipos, e sendo assim, além do começo da mudança do visual, saindo um pouco do couro e jeans e passando a usar bermudas coloridas e camisetas, o Anthrax resolveu também fazer com que esse bem humor fosse para sua música.
Muitos não ligaram e alguns não aprovaram tanto pelo radicalismo que o estilo propunha, ou pelo menos na cabeça de somente aqueles que se consideravam mais radicais, mas a verdade é que o Anthrax não estava nem aí, ainda que pelos boatos da época, Joey Belladonna e Dan Spitz demonstrassem um pouco de desconforto com a situação. Frank Bello estava isento e tudo parecia partir mesmo da cabeças dos “Líderes do grupo”, Scott Ian e Charlie Benante. “I`m the Man” é mais um EP na carreira do Anthrax, só que não é qualquer EP, já que a música que dava nome ao trabalho era um rap. Brincadeira ou não, isso reforçava o fato de que Scot usava camisas do Public Enemy nos shows e o Public era um conhecido grupo de rap americano.


A música é bem inspirada no “Beastie Boys”, aliás, os vocais de Frank Bello lembram um pouco. A bateria era tocada (ou pouco tocada) pelo vocalista Joey Belladona. Dan Spitz continuava na guitarra e Bello, Scot e Benante se revezavam nos vocais. O EP conta com 3 versões, com um original sem censura, uma censurada e outra ao vivo. Além de “Caugh in a Mosh” e “I´m the Law” ao vivo e um cover maravilhoso para “Sabbath Bloody Sabbath”. “I´m the Man” era isso, diversão pura e genuína, pois o Anthrax queria romper fronteiras e assim como parte da banda que uniu o metal ao hardcore com o S.O.D. para mostrar que os públicos poderiam se unir, onde a canção “United Forces” é um hino disso, com esse EP era a prova que o grupo faria aquilo que desse na telha, gostando ou não. A Capa é hilária, com a banda vestida como os rappers do Run DMC.

STATE OF EUPHORIA (1988)


Com a banda no auge e muito trabalho na carreira o grupo não deu descanso e lançou no seguinte o disco “State of Euphoria”. Nesse disco o grupo tirou um pouco o pé do acelerador e fez músicas mais longas e trabalhadas. Bem, mas também nada do que o Metallica faria em “And Justice for All”.
Originalmente feito pelo desenhista da Revista Mad.

Sim, o Thrash Metal estava lá, porém a sonoridade do disco parecia buscar mais o mainstream do que continuar com a postura de um grupo underground e sabidamente o Anthrax gravou um disco que acertou a mão com a proposta. "Be All, End All" e sua abertura com violoncelos dava o tom de um disco que se mostraria no decorrer de sua execução um trabalho digno e recompensador de quem conquistou seu lugar pelo talento. As letras do disco pareciam mais irônicas, caso de "Out of Sight, Out of Mind", e principalmente em “"Make Me Laugh", onde eles satirizavam os pastores. Claro que havai espaço para assuntos mais sérios, como em "Misery Loves Company" e "Now It's Dark".
Nesse disco, mais um cover faria grande sucesso. Dessa vez para “Antisocial” da banda Francesa Trust, que nos seus tempos áureos chegou a ter Nicko McBrain e Cliver Burr, ambos bateristas do Iron Maiden. A capa do disco era um amarelo bem chamativo, o que era bem incomum para as capas de disco de Thrash Metal, aliás, o visual ao vivo era bem colorido, uma clara provocação ao visual sisudo do Heavy Metal.

PENIKUFESIN (1989)


EP lançado pelo Anthrax que contava com a música “Now it´s Dark”, extraída do disco “State of Euphoria”, além de “Antisocial”, cover do Trust, também parte do disco citado. Ainda foram registrados covers que mostravam mais uma vez uma banda comprometida com ecletismo, tocando a versão maravilhosa de “Parasite” do Kiss, “Pipeline” do Chanstays, “Friggin` in the Riggin`, música “lado B do Sex Pistols e mais um cover do Trust com “Le Sects”. Algumas música acabaram entrando na coletânea “Attack of the Killer B`s”.

PERSISTENCE OF TIME (1990)


Com esse disco o grupo deixaria o Thrash Metal de lado e passaria a fazer um som mais técnico.  A cozinha de baixo e bateria estão bem mais “na cara” do ouvinte, com uma pegada bem funkeada até. As letras do disco mostram uma evolução enorme, com coisas bem introspectivas que abordam problemas sociais e também pessoais, como é o caso de “Belly of the Beast” e “Keep in the Family” e “Blood”. Assim como o disco anterior, as músicas continuam grandes, só que bem mais progressivas do que antes, com uma banda afiadíssima e Belladonna cantando como nunca, porém, os problemas internos entre ele e a dupla Scott e Benante pareciam surgir de forma mais escancarada, fato que se comprovou de vez quando na composição de um futuro disco.
O trabalho possui excelentes canções, como “Time”, "One Man Stands", com uma letra que já falava do problema com o crack, e “In my World”. Dan Spitz também parece cada vez mais de lado, mas ainda assim duraria um pouco mais na banda que o vocalista, dado que a decisão de mudar o som e progredir para outros estilos parecia um caminho que pouco a pouco causaria a saída de um ou de outro da banda, já que Scott e Benante pareciam levar o grupo a “mão de ferro”.
De fato, “Persistence of Time” acabou sendo o último disco com Joey Belladona cantando, até ele voltar muitos anos depois, assim como Dan Spitz durou um pouco mais gravando mais um disco.


ATTACK OF THE KILLER B`S (1991)


Com uma coletânea de “lado B” era o tipo de lançamento no estilo “não há nada para lançar, vamos aproveitar o sucesso e lançar isso”. Longe de achar que com isso seja um trabalho ruim, pelo contrário, é uma coletânea muito boa.
É possível ver registro bem legais, como músicas que fizeram parte do Ep “Penikufesin”, como o Anthrax tocando “Milk” do S.O.D. em uma versão excelente e agradável na voz de Joey Belladona, que apesar do estilo diferente, fez bonito e mandou o recado. Do S.O.D. ainda tem “Chromatic Death”, só que dessa vez cantada por Scott Ian. Da banda mesmo tem duas ao vivo com “Keep in the Family” e “Belly of the Beast”, além da versão acústica de "N.F.B. (Dallabnikufesin)", uma sátira as canções de amor e uma tirada com a sua própria música N.F.L.  Tem ainda uma versão eletrônica de “I`m the Man” em "I'm the Man '91", "Protest and Survive" do Discharge e “Bring the Noise”, para reforçar de vez o amor pelo rap em uma parceria muito boa com o Public Enemy.
Coletânea e nada de novo para o ano, além é claro de uma turnê do disco, porque um trabalho novo só viria dois anos depois e já contando com um novo vocalista, mas aí já é outra história. A gravadora lançou um ao vivo do Anthrax e mesmo contando com um vocalista novo, o disco se referia a turnê de 91 do disco "Persistence of Time", ou seja, contando com Joey Belladonna nos vocais. Aliás, nem Dan Spitz fazia mais parte do grupo quando o trabalho foi lançado.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

ANTHRAX - "De 1981 a 1986"

ANTHRAX - "De 1981 a 1986"


O ANTHRAX iniciou suas atividades em 1981, fundada pelo guitarrista Scott Ian, único membro original atualmente ,e o lendário baixista Danny Lilker (que na banda tocava guitarra), músico que passou por outras importantes bandas como Nuclear Assault e brutal truth, além do S.O.|D., projeto de Hardcore que contava com Scott Ian e Charlie Benante, esse último, também músico do Anthrax. Falando em Nuclear Assault, John Connelly, que viria a ser vocalista do grupo também chegou a cantar no Anthrax.
Quando muitos discutiam sobre se o Metallica ou o Megadeth eram os melhores, e muitos enaltecendo o Slayer como o melhor do estilo Thrash Metal, eu adorava todos, mas o Anthrax estava como a minha banda preferida, e mesmo conhecendo o grupo depois dos três citados. A banda foi trocando de integrantes aqui e ali, mas foi fazendo algumas apresentações até que sua primeira demo saísse. O demo-tape continha as músicas: "Across the River", "Howling Furies" e "Panic". O estilo ainda bem tradicional, com uma forte pegada de Power Metal, inclusive nos vocais, bem longe do Thrash Metal, estilo que o Anthrax abraçaria de vez a partir do segundo disco. Com isso chamaram a atenção da gravadora Megaforce para lançar seu primeiro disco. A banda já contava com Dan Spitz na guitarra e na bateria aquele que com o passar dos anos se tornaria um grande parceiro de Scott Ian no comando do grupo, Charlie Benante.

Vamos a discografia comentada.

Por Luis Carlos
Imagem: Reprodução / internet



FISTFUL OF METAL (1984)

 Gravado em 83, mas lançado em 1984, Fistful of Metal foi um excelente cartão de visitas desse grupo nova-iorqino e logo de cara um trabalho com “pedradas” como “DeathRider”, a clássica “Metal Thrashing Mad” e “Panic”. O disco contava ainda com o cover de “I`m Eighteen” de Alice Cooper. Aliás, a banda ficaria bem conhecida futuramente por excelentes versões de outros artistas.
A banda tinha um novo vocalista, Neil Turbin, um bom cantor onde seus vocais agudos marcavam aquilo que eu já tinha comentado sobreo estilo, do Anthrax soar mais como uma banda de Power Metal do que de Thrash, visto que o Thrash era um estilo mais cru e com raízes do Punk, onde os vocais não chamavam tanta atenção pela qualidade. Bem, acho que nem precisava.
O trabalho se encerrava com “Howling Furies”, a primeira música composta pelo Anthrax, e uma pena que hoje, poucas canções desse disco sejam executadas, além de uma clara desavença entre Scott Ian e o vocalista Neil Turbin que dura até hoje. Fistful of Metal foi gravado em um turbilhão de problemas coma formação, já que logo eles acabaram substituindo Lilker por um novo baixista, que inclusive era roadie da banda. Frank Bello assumiu o posto e passou anos tocando no grupo, até sair durante um tempo e novamente retornar ao posto. Assim como Lilker, o vocalista Neil turbin acabou saindo da banda também, sendo substituído por Joey Belladonna
Era hora de dar um novo passo e esse caminho se chamava Spreading the Disease, mas antes disso, lançariam um EP.

Anthrax, ainda com Neil Turbin (centro) nos vocais.


ARMED AND DANGEROUS (1985)

O EP serviu como um aperitivo para que o Anthrax viria mostrar com uma nova formação, ainda que só tivesse ali uma música inédita. A que justamente batizava o EP. O Anthrax continuava a ter um vocalista que cantava “limpo”, mas ficava claro perceber que as influências de Joey Belladonna era o Hard Rock.


A nova música mostrava ainda um Anthrax com uma boa pegada de Power Metal, porém, com uma sonoridade mais bem técnica e que começava a dar os primeiros passos no Thrash. O EP contou com mais um cover, dessa vez para “God Save the Queen” do Sex Pistols. Mostrando que as influências e gostos musicais dos integrantes era das mais variadas. Começava assim a formação mais clássica da banda em futuros trabalhos que fariam com que o Anthrax se tornasse um sucesso mundial.
Além das canções citadas, o EP contou ainda com versões ao vivo de “Panic”, “Metal Thrashing Mad” e “Raise Hell”. Esta última, uma bao canção, mas que caberia outras canções do grupo bem melhores do que ela. Curiosamente essa canção não fez parte do primeiro disco e ainda contava com Neil Turbin entre os compositores.


SPREADING THE DISEASE (1985)


Lançado também em 85 e vindo do “cartão de visita” do EP cuja música também fazia parte do disco, “Spreading the Disease”, que apesar de ser um pouco esquecido por conta do sucesso dos trabalhos posteriores, ainda é citado por muitos fãs como o melhor disco da banda. Se o disco seguinte fez com que o Anthrax se tornasse conhecido mundialmente, foi com “Spreading the Disease” que o grupo deu o pontapé inicial para que isso acontecesse e lançando um trabalho brilhante como esse, começou a dar seus primeiros passos no Thrash Metal, estilo com que faria que o Anthrax se tornasse um dos grandes, principalmente pela energia que o grupo transmitia ao vivo em suas rodas de mosh e stage dives insanos.
Não tinha como da rerrado. O disco abria com uma “cacetada” chamada A.I.R. Adolescent in Red), daí clássico atrás de clássico com “Madhouse”, diga-se de passagem, um Hard Rock com a cara do vocalista Belladonna. Além de “Aftershock”, uma bela canção que cairia bem até na voz de Neil Turbin. A belíssima “Medusa”, curiosamente com letar escrita pelo produtor Jon Zazula e fechando com "Gung-Ho", outra canção que tinha Neil Turbin entre os compositores.


Mesmo com um EP e mais um disco de sucesso, Scott Ian e Charlie Benante nã osossegaram, já que no mesmo ano montaram um projeto de hardcore chamado S.O.D. (Stormtroopers of Death), fazendo shows e lançando um disco que se tornou um clássico para o estilo, “Speak English or Die”. O som era bem influenciado pelo Punk e as letras eram bem irônicas e divertidas. Em 1986 foi um ano cheio para o grupo, já que a banda cresceu no mercado e com isso as turnês de divulgação. E o trabalho só estava começando porque no seguinte seria lançado aquele que levaria o Anthrax ao topo, mas, isso é papo para uma próxima matéria.
Aguardem que vem mais.

terça-feira, 15 de maio de 2018

IRON MAIDEN (1994 - 1998)


IRON MAIDEN "De 1994 a 1998"

            Quem conhece a carreira de Blaze bayley, sabe muito bem que antes de entrar no Iron Maiden, ele fez parte do Wolfsbane, boa banda que nunca saiu muito do underground, assim como tem uma boa carreira solo e que conta com excelentes trabalhos em sua discografia.
            Mas a matéria aqui é sobre os trabalhos que Blaze bayley fez com o Iron Maiden. Blaze gravou dois discos com a banda: The X-factor em 1995 e Virtual XI em 1998.  X-fator acabou mais bem recebido pelos fãs, já que não foi uma tarefa muito fácil substituir um vocalista como Bruce Dickinson, e de tantas críticas, muitas pesaram o fato de que ele foi mais admitido por ser inglês do que pelo seu talento. Blaze tem uma voz bem diferente de Bruce, de fato, nós que somos fãs imaginaríamos outros vocalistas se tratasse de ter uma voz mais próxima, mas foi nele que Steve e cia apostou suas fichas para a continuação da carreira, visto que anos mais tarde o próprio Steve Harris teria pensado em encerrar a carreira do grupo.
            Que bom que ele desistiu e resolveu apostar suas fichas com um novo vocalista, e se o Maiden não alcançou tanto sucesso como o próprio Bruce que teve em sua carreira solo de sucesso e que nesse mesmo tempo que esteve fora, lançou discos maravilhosos em sua carreira, com Blaze a banda seguia fazendo seu Heavy Metal clássico. O grupo obteve mais êxito em estúdio do que ao vivo, já que era nos palcos que Bruce fazia ainda mais falta. Mas Blaze segurou a onda e não fez feio, aliás, o que ele fez não é para qualquer um.
            Estarei comentando os dois discos que o Iron Maiden lançou com Blaze nos vocais, então, vamos as resenhas.


Por Luis Carlos

Imagens: Reprodução / internet

THE X-FACTOR (1995)

Com a produção de Nigel Green e Steve Harris, que parecia cada vez mais centralizar com mão de ferro os caminhos do grupo, fizeram com que o trabalho ficasse bem polido, mas bem distante de um Martin Birch. Steve é um ótimo compositor e instrumentista, mas nunca foi um grande produtor. Ouçam os discos ao vivo: A real live one e A Real dead one. O primeiro com a produção de Martin Birch e o segundo com a produção de Harris, e, saberá o que estou dizendo quanto critico a produção de Harris.
Janick gers, que entrou no grupo em 1990 e que desde o sucesso estrondoso do disco “Fear of the Dark” já tinha se mostrado um grande compositor no grupo, em “X-Factor” voltava a mostrar sua competência, e o então novato Blaze Bayley também já mostrava serviço compondo 5 canções para o disco, 4 delas em parceria com Gers e Harris. “Man on the Edge”, música de grande sucesso do disco veio de uma composição entre Gers e Bayley.
O trabalho possui outras grandes canções como “Lord of the Flies”, “Signo of the Cross” e “Fortunes of War. A capa retrata a operação que quebrou a cabeça do mascote Eddie (vista pela primeira vez na capa do disco “Piece of Mind”, lançado em 1983. A ideia de tratar o Eddie como algo real foi do guitarrista dave Murray, eu nesse disco não compôs nenhuma música.


VIRTUAL XI (1998)

Segundo e último disco com Blaze Bayley, gravado novamente por Harris e Nigel green. Virtual XI não alcança a mesma qualidade do disco anterior, obtendo mais sucesso por outros trabalhos que envolviam o grupo do que pelo trabalho lançado, como foi com o vídeo game lançado, Ed Hunter. A arte contou com um logotipo diferente, e em uma capa que considero feia.
Ainda assim, o disco se saiu com boas canções como “The Clansman”, “Futureal” e “The Angel and the Glamber”. Algumas parceria entre Blaze e Harris, Blaze e Gers, e o retorno de Steve Harris em mais composições individuais. Até mesmo na velha parceria com Murray, que voltou a compor, fazendo a canção “"Lightning Strikes Twice".



Depois disso, todos já sabem da velha história do retorno de Bruce Dickinson ao Iron Maiden, e das “aparadas diferenças” entre ele e Steve Harris que ficaram mais acirradas pela mídia enquanto estavam de lados opostos.
Bruce voltou no ano seguinte, e Blaze seguiu com sua carreira solo e lançando seu primeiro disco em 200 chamado “Silicon Messiah”

SAXON e sua fase mais clássica.

SAXON em sua fase mais clássica. Quando menciono fase clássica do  Saxon , isso também não significa que o que veio depois seja ruim, p...